Blog · 27 de agosto de 2026 · Leitura: 3 min
Apartamento sem varanda: onde pôr a unidade exterior
Resposta curta: há quatro caminhos — fachada com suporte, saguão ou pátio interior, cobertura do prédio, ou soluções sem unidade exterior. Cada um tem uma condicionante diferente, e em Lisboa a condicionante decisiva é quase sempre a autorização, não a técnica.
O que não é opção é a marquise fechada sem ventilação, e vale a pena perceber porquê antes de insistir nessa ideia — ver unidade exterior em marquise fechada.
As quatro opções
Fachada, com suporte metálico. Tecnicamente é a mais simples: boa dissipação, tubagem curta e drenagem direta. Exige autorização do condomínio por se tratar de parte comum, e em zonas históricas de Lisboa pode esbarrar em regras municipais sobre o aspeto das fachadas — ver zona histórica e o que a câmara permite.
Saguão ou pátio interior. Muito comum em prédios lisboeta antigos. Funciona se houver renovação de ar suficiente; em saguões estreitos, com várias unidades de vários vizinhos, o ar aquece e o problema é o mesmo da marquise. Atenção também ao ruído, que ressoa nestes espaços.
Cobertura do prédio. Excelente dissipação e ruído longe das janelas, mas obriga a percursos de tubagem longos, com o desnível a contar — ver distância máxima de tubagem — e depende de acesso e de decisão do condomínio.
Sem unidade exterior: equipamentos monobloco de parede, que dispensam unidade separada e precisam apenas de dois furos discretos. São menos eficientes e mais ruidosos por dentro, mas resolvem casos onde não há mesmo alternativa.
Ar condicionado portátil: quando faz sentido
Um portátil não precisa de autorização nem de obra, e é a solução para arrendamentos de curta duração ou para quem não consegue aprovação do condomínio.
Em contrapartida, extrai o ar da divisão para arrefecer o condensador, o que cria depressão e puxa ar quente do resto da casa pelas frinchas. Consome bastante mais para arrefecer menos, e faz muito mais ruído dentro da sala.
Se a alternativa for não ter nada, resolve. Como solução permanente para uma casa que se habita, sai caro em consumo. Ver ar condicionado portátil vale a pena.
A ordem certa de tratar do assunto
Primeiro, a visita técnica: perceber que posições são viáveis e que percurso de tubagem cada uma implica. É informação concreta e é o que dá força ao pedido.
Segundo, o condomínio: chegar à assembleia com posição definida, tipo de suporte, cor do equipamento e compromisso de drenagem conduzida vale mais do que um pedido genérico.
Terceiro, se for zona histórica ou imóvel classificado, confirmar as regras municipais antes de encomendar equipamento.
Quarto, a instalação. Nesta ordem, o processo demora mais na primeira fase e menos no total — a ordem inversa é a que costuma acabar com equipamento comprado e sem sítio para pôr.
Vamos ao local, avaliamos as posições possíveis e dizemos-lhe o que é tecnicamente viável antes de falar com o condomínio.
Instalação de Ar Condicionado em LisboaPerguntas frequentes
Posso pôr a unidade exterior no parapeito da janela?
Com suporte próprio e fixação adequada, é uma solução usada. Continua a ser fachada para efeitos de condomínio, ocupa a janela e exige atenção redobrada à drenagem e ao ruído para o vizinho do lado.
O condomínio pode recusar sem justificação?
A colocação em parte comum depende de deliberação, e a recusa acontece. Um pedido bem instruído, com posição discreta e compromissos claros, muda muitas decisões. Ver o artigo sobre autorização do condomínio.
Os monobloco de parede valem a pena?
Como último recurso, sim. Evoluíram bastante em ruído e eficiência, mas continuam abaixo de um split equivalente. Fazem sentido quando a alternativa é ficar sem climatização.
Equipa Técnica MHM Work
Guias escritos por quem faz as obras: técnicos certificados de climatização (TIM III), eletricidade, canalização e pintura, na Grande Lisboa desde 2018.