Blog · 27 de agosto de 2026 · Leitura: 3 min

Que temperatura pôr no ar condicionado, no verão e no inverno

Resposta curta: no verão, 24 a 26 graus. No inverno, 19 a 21. Cada grau abaixo dos 24 no arrefecimento acrescenta cerca de 6 a 8% ao consumo, e a maioria das pessoas não distingue conforto entre 24 e 22 — distingue muito bem a fatura.

Pôr 16 ou 18 graus não arrefece mais depressa. O compressor trabalha à mesma potência máxima até atingir o alvo; a única diferença é que com 18 ele nunca desliga e continua a gastar depois de a sala já estar confortável.

Que temperatura pôr no ar condicionado, no verão e no inverno

Porque 24 a 26 graus chega em Lisboa

O conforto não depende só do número no comando. Depende da diferença para o exterior, da humidade e do movimento do ar. Numa tarde de agosto em Lisboa com 34 graus na rua, uma sala a 25 é sentida como francamente fresca — e o salto térmico ao entrar em casa fica dentro do que o corpo tolera bem.

Diferenças superiores a dez graus entre a rua e o interior são a causa daquela sensação de garganta seca e de choque térmico à entrada. Trabalhar nos 25 em vez dos 21 evita isso e reduz o consumo ao mesmo tempo.

A humidade de Lisboa joga a favor: como o ar condicionado desumidifica enquanto arrefece, o conforto a 25 graus com humidade controlada é superior ao conforto a 23 graus com ar húmido. Se o objetivo é tirar peso ao ar mais do que baixar a temperatura, o modo de desumidificação faz esse trabalho com menos consumo — ver quando usar o modo dry.

Inverno: 19 a 21, e a razão é diferente

No aquecimento, o rendimento de uma bomba de calor cai à medida que a diferença entre interior e exterior aumenta. Pedir 24 graus numa madrugada de janeiro obriga o equipamento a trabalhar na zona menos eficiente e a passar mais tempo em ciclos de descongelamento.

Entre 19 e 21 graus tem-se conforto doméstico com o equipamento a trabalhar na sua melhor zona. A Grande Lisboa ajuda: com mínimas raramente abaixo dos 5 graus, uma bomba de calor mantém aqui rendimentos que em climas mais frios não teria.

Se sente frio a 21, o problema costuma ser outro: correntes de ar por caixilharia velha, paredes exteriores sem isolamento ou pés descalços em soalho frio. Subir o termostato é a forma mais cara de compensar isso.

Regras que valem mais do que o número

Deixe o equipamento a trabalhar em modo automático de ventilação, em vez de forçar a velocidade máxima: o aparelho gere melhor o caudal do que nós.

Direcione as lâminas para cima no arrefecimento e para baixo no aquecimento. O ar frio desce e o quente sobe — contrariar isto é o erro mais comum e sente-se logo no conforto.

Feche portas de divisões que não está a climatizar e evite ter o aparelho a lutar contra um envidraçado ao sol sem estore corrido.

Não desligue e volte a ligar de hora a hora à procura de poupança: ver deixar ligado o dia todo ou desligar.

Se precisa de pôr 18 graus para sentir frio, o problema não é a temperatura — é o equipamento. Verificamos numa visita.

Manutenção e Reparação de Ar Condicionado em Lisboa

Perguntas frequentes

Baixar para 18 graus arrefece a sala mais depressa?

Não. O compressor dá a potência máxima que consegue até chegar ao valor pedido, seja ele 24 ou 18. A única diferença é que com 18 ele continua a gastar muito depois de a sala já estar confortável.

Que temperatura para dormir?

Entre 24 e 26 graus, com o modo noturno ativo. Esse modo sobe ligeiramente o valor ao longo da noite e reduz a velocidade do ventilador, acompanhando a descida natural da temperatura corporal — e evita acordar com a garganta seca.

Tenho de pôr 18 para sentir frio. É normal?

Não é. Se precisa de valores extremos para sentir efeito, o aparelho está a render abaixo do que devia: filtros e serpentina sujos, carga de refrigerante incorreta ou potência insuficiente para a divisão. Vale uma verificação.

MHM Work

Equipa Técnica MHM Work

Guias escritos por quem faz as obras: técnicos certificados de climatização (TIM III), eletricidade, canalização e pintura, na Grande Lisboa desde 2018.

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