Blog · 6 de agosto de 2026 · Leitura: 3 min
Quanto gasta um ar condicionado em eletricidade? A conta por hora e por mês
Resposta curta: um mono-split inverter atual de 9.000 BTU consome tipicamente 0,5 a 0,9 kWh por hora de funcionamento real — ao preço corrente da eletricidade, 10 a 18 cêntimos por hora. Uma tarde inteira de frio na sala custa menos do que um café. Um 12.000 BTU fica pelos 0,7 a 1,2 kWh/hora, conforme o calor lá fora e a temperatura pedida.
O medo da fatura é o segundo maior travão à instalação (o primeiro é o condomínio) — e é quase sempre baseado na memória dos aparelhos antigos de arranque fixo, que gastavam realmente o dobro. Vamos à conta atual, com os fatores que a fazem variar.
A conta por hora, por dia e por mês
O "inverter" muda tudo: o compressor não trabalha em tudo-ou-nada — acelera até chegar à temperatura e depois mantém-na a baixa rotação, a gastar uma fração da potência de chapa. Por isso a primeira hora custa mais (a divisão está quente) e as seguintes custam menos: numa sala já fria, o consumo de manutenção pode descer a 0,3-0,4 kWh/hora.
Exemplo realista de agosto em Lisboa: sala com 12.000 BTU, 6 horas por dia a 25 °C — cerca de 3 a 5 kWh/dia, ou seja 60 cêntimos a 1 €. Num mês de uso intenso, 20 a 30 € por divisão climatizada. É dinheiro — mas é um terço do que a mesma memória dos aparelhos antigos faz temer.
Os cinco fatores que fazem a fatura variar
A temperatura pedida: cada grau abaixo de 25 °C custa desproporcionadamente — 21 °C pode gastar 30% mais do que 25 °C. O dimensionamento: um aparelho subdimensionado trabalha esgotado no máximo e nunca entra na zona económica do inverter. O isolamento e o sol direto: estore corrido nas horas de poente vale dinheiro. A classe energética do equipamento (A++ ou A+++ nos atuais). E a manutenção: filtros e serpentina sujos obrigam o aparelho a gastar 20 a 30% mais para o mesmo frio.
Note-se que três destes cinco fatores se decidem no dia da instalação — potência certa, equipamento eficiente, instalação correta. É a razão pela qual o barato mal dimensionado sai caro todos os meses, durante dez anos.
E no inverno? A surpresa boa da conta
No modo de aquecimento, o mesmo aparelho entrega 3 a 4 kW de calor por cada kW consumido — é uma bomba de calor, e aquece por cerca de um terço do custo de um aquecedor elétrico. Quem soma as duas estações descobre que o ar condicionado não é um custo de verão: é a forma mais barata de climatizar a casa o ano inteiro.
Com tarifa bi-horária, o quadro melhora mais: pré-aquecer ou pré-arrefecer nas horas baratas e deixar o inverter manter é o padrão de uso mais económico que existe.
Os truques que baixam a fatura sem perder conforto
Os que valem: 25 °C no verão em vez de 21 (a sensação ajusta em dez minutos, a fatura agradece para sempre); modo automático de ventilação em vez de máximo fixo; estores e cortinas nas horas de sol direto; portas fechadas na divisão climatizada; e filtros lavados a cada dois ou três meses — o truque mais barato de todos.
O que não vale: ligar e desligar constantemente "para poupar" — o inverter é eficiente a manter, não a recuperar do zero. Para ausências curtas, deixe estar; para o dia fora, desligue e conte com dez minutos de recuperação à chegada.
Equipamentos eficientes, bem dimensionados e bem instalados — a diferença nota-se na fatura todos os meses. Orçamento por fotos em 24h.
Instalação de Ar Condicionado em LisboaPerguntas frequentes
O modo "eco" vale a pena?
Vale como atalho: na prática limita a potência e sobe ligeiramente o alvo de temperatura — o mesmo que consegue à mão pedindo 25-26 °C e ventilação automática. Use-o se simplifica; não faz milagres além disso.
Dormir com o ar condicionado ligado gasta muito?
Menos do que parece: de noite a divisão já está fria e a temperatura exterior desce, por isso o inverter passa a noite em manutenção de baixa potência — frequentemente 0,2-0,4 kWh/hora no modo noturno. Oito horas de sono custam tipicamente 30 a 60 cêntimos.
Um aparelho antigo gasta assim tanto mais? Vale a pena trocar?
Um split de arranque fixo com 15 anos pode gastar realisticamente o dobro de um inverter A+++ atual para o mesmo frio. Com uso regular, a diferença anual paga uma fatia relevante do equipamento novo — e se a [manutenção](/blog/ar-condicionado-nao-arrefece) já não o salva, a troca é das poucas despesas que se reembolsa sozinha.
Equipa Técnica MHM Work
Guias escritos por quem faz as obras: técnicos certificados de climatização (TIM III), eletricidade, canalização e pintura, na Grande Lisboa desde 2018.