Blog · 6 de agosto de 2026 · Leitura: 3 min
O que é um projeto AVAC e quando é que precisa de um?
Resposta curta: um projeto AVAC é o documento técnico que define, antes de se comprar ou instalar o que quer que seja, como um edifício vai ser aquecido, arrefecido e ventilado: os cálculos das cargas térmicas, os caudais de ar novo por ocupante, a seleção dos equipamentos, o traçado das condutas e tubagens, e as peças desenhadas e escritas que permitem orçamentar, licenciar e executar a obra sem improviso.
É a diferença entre um sistema desenhado e um sistema acumulado — e a razão pela qual dois escritórios com a mesma área podem ter um conforto e uma fatura de eletricidade completamente diferentes.
O que contém um projeto AVAC
O núcleo são os cálculos: cargas térmicas divisão a divisão (quanto calor entra e sai, com a orientação, os vidros, a ocupação e os equipamentos), caudais de ar novo em função do uso e da ocupação de cada espaço, e perdas de carga das redes de condutas e tubagens. Destes números sai o dimensionamento — potências, unidades, secções de conduta — que nenhum catálogo substitui.
Em cima dos cálculos, as peças: plantas com o traçado de condutas e equipamentos, esquemas de princípio, mapas de quantidades para orçamentação, e as especificações técnicas — que equipamento, com que rendimento, instalado como. É este pacote que permite comparar propostas de execução em pé de igualdade.
Quando é que o projeto é exigido
No licenciamento: edifícios novos e remodelações relevantes de comércio e serviços com sistemas de climatização incluem o projeto AVAC entre as especialidades do processo — a par da eletricidade, das águas e do gás. A dimensão do sistema e o tipo de edifício determinam as exigências do enquadramento energético aplicável.
E fora do licenciamento, é exigido pelo bom senso: num escritório, restaurante ou clínica, instalar dezenas de milhares de euros de equipamento sem cálculo de cargas nem caudais é jogar o conforto do espaço aos dados. O custo do projeto é uma fração do custo do erro que evita — quem o assina e porquê, explicamos noutro artigo.
Do projeto à obra: como se encadeia
O percurso típico num espaço comercial: levantamento do local e do uso previsto; anteprojeto com a solução proposta e estimativa de custo; projeto de execução com os cálculos e peças finais; e então a obra — montagem, pelas mãos de técnicos certificados, ensaios e afinação de caudais no fim, para que o que foi calculado seja o que fica a funcionar.
Quando projeto e execução vêm da mesma casa, o dono da obra ganha uma coisa difícil de comprar em separado: responsabilidade única. Não há "o projetista enganou-se" contra "o instalador não seguiu o projeto" — há um resultado contratado, e quem responde por ele.
E para uma casa? Também preciso de projeto AVAC?
Para instalar splits numa habitação, não — o que precisa é de um bom dimensionamento, que um instalador competente faz com a planta e as fotos: a conta dos BTU e a escolha do formato certo. Projeto formal, com peças e cálculos, é linguagem de edifícios de serviços, moradias de grande dimensão com condutas, e processos de licenciamento.
A fronteira prática: se a solução envolve redes de condutas, ar novo mecânico ou várias unidades a servir zonas diferentes, o cálculo formal paga-se; se é um split por divisão, o rigor está no dimensionamento e na instalação — não no papel.
Do levantamento ao sistema a funcionar: tratamos do processo AVAC completo para escritórios e comércio, com projeto e execução da mesma casa.
Sistemas AVAC em LisboaPerguntas frequentes
Quanto custa um projeto AVAC?
Depende da área e da complexidade — um escritório de algumas centenas de metros quadrados fica tipicamente na ordem de poucos milhares de euros de projeto. A referência útil é outra: o projeto costuma custar uma pequena percentagem da instalação que dimensiona, e evita erros que custam múltiplos disso.
Posso instalar um sistema AVAC sem projeto?
Em espaços sujeitos a licenciamento, não — o projeto faz parte do processo. Fora disso, pode, mas está a comprar equipamento sem saber se serve: sobredimensionado paga a mais para sempre; subdimensionado nunca chega. O cálculo é precisamente o que substitui a esperança.
Já tenho um projeto feito. Executam a partir dele?
Sim — orçamentamos e executamos projetos de terceiros, e apontamos por escrito, antes da obra, qualquer desajuste que encontremos entre o projeto e a realidade do local. É nesse cruzamento que se evitam as surpresas de obra.
Equipa Técnica MHM Work
Guias escritos por quem faz as obras: técnicos certificados de climatização (TIM III), eletricidade, canalização e pintura, na Grande Lisboa desde 2018.